Meu cabelo é cacheado! Não é ruim, duro, de Bombril ou sujo


"Se você pegar piolho... nossa não quero nem imaginar como seria difícil de tirar desse cabelo", falou para mim, na semana passada, uma moça que também esperava a vez dela para fazer depilação no salão de beleza perto da minha casa. 

Retruquei dizendo que caso pegasse piolho, teria o mesmo trabalho que ela - moça branca com cabelo liso, talvez alisado quimicamente, com certeza pintado de loiro -, para removê-los. Iria passar o remédio para matar pilho e finalizar com pente fino. Do mesmo jeito que ela, precisaria dividir os cabelos em mechas para não quebrar o cabelo.

É louco perceber que algumas coisas tão óbvias pra mim, não são tão óbvias assim para outras pessoas: racismo.

O que ela falou, expressões simples que aparentemente não parecem ser ofensivas, são visivelmente racismo. Mas pra ela, não. A moça ficou incomodada com o volume do meu cabelo cacheado que no dia estava bem volumoso, diferente dessa foto da postagem rsrs. Mas o que levou a esse incomodo?

Durante a nossa conversa, falei que "meu cabelo é uma característica normal de uma pessoa negra" e ela disse na lata "mas você não é negra! É morena!". E com essa reação, também ficou óbvio que havia uma preocupação em dizer que alguém - eu -, era negra. Como se chamar uma pessoa de negra fosse algo ofensivo, beirando o xingamento. Daí a opção é embranquecer a pessoa – chamando-a de “morena” ou “mulata”, acreditando ser menos agressivo.

Olha, não existe justificativa para negar que alguém é negra. Essa palavra não diminui ninguém. Na verdade, a palavra negra/o exprime, além dos contextos históricos, que a pessoa tem uma identidade e faz parte de um grupo social. Ser negra não é apenas a cor da pele, tá mais ligado a identificação cultural. É uma questão política e de resistência.

A negação do nosso fenótipo, quando vão se referir aos nossos cabelos Afro ou a cor da pele, não apaga apenas a nossa cor, mas o longo processo que pessoas como eu – que desconstruiu toda a inferiorização que sentia por ser negra –,  passaram para conseguir se reconciliar com a nossa identidade. Dilui a concepção de coletivo. E é isso que a sociedade branca, racista e misógina quer: negativar a figura negra para destruir, simbolicamente, a nossa ancestralidade. Cruel, né? 

Mas muitas pessoas não tem consciência disso. 

Quando criança, recebi vários apelidos – “cabelo ruim”, “cabelo de Bombril”, “cabelo duro” – que me faziam chorar e me esconder dentro de casa ou durante o recreio da escola. A solução dada a mim, ainda com 7 anos, foi o alisamento que, vamos combinar, para uma criança, é uma rotina capilar opressora. O mais torpe é perceber que esse mesmo racismo, praticado pelos colegas de infância, se perpetua nas universidades, ambientes de trabalho, ruas, nos salões de beleza... 

Incrível como as pessoas não percebem que estão sendo racistas. Digo isso por saber que muitas vezes não é de proposito. Somos ensinados desde criança a apontar o dedo na cara do coleguinha e escancarar as diferenças. E como ser negra, desde sempre, foi explicitamente negativada pela sociedade, apontar o dendo e escancarar as diferenças tem que ser em cima de algo "vergonhoso" para o outro.

Hoje, eu não aliso mais o cabelo. O que antes era motivo de vergonha, agora é simbolo. E representa todo o meu orgulho. Ele é cacheado, volumoso e lindo. Cresceu, assim como a minha consciência. E percebi que fiquei mais negra, principalmente por causa da quantidade de olhares tortos. Meu cabelo é cacheado! Não ruim, duro, de Bombril ou sujo. Posso pegar piolho? Claro que posso. Assim como a cabeça de qualquer outra pessoa. Inclusive cabeças que não tem o cabelo tão maravilhoso como o meu.




Empatia e diálogo é uma categoria sobre coisas que incomodam muita gente, mas que é necessário conversarmos.

Dica de Leitura


Dica de Leitura, essa que fica do lado direito da sua tela, na barra lateral do blog, já deveria ter sido mudada há meses. Já li tantos outros livros depois de "A garota Exemplar" que nem lembro qual foi a leitura posterior a essa. Acho que foi uma trilogia. Não tenho certeza. Apenas fui emendando um livro no outro. 

Enfim... Há um mês que não venho aqui, né? Desculpa. Recebi algumas mensagens (de pessoas com saudade do blog e também de quem acabou de chegar) sobre a demora dos posts ... Cês são umas lindas, viu? <3. Obrigada por querer a minha presença, obrigada por vir aqui. 


Confesso que esse período tem sido mais de ouvir, ver e sentir do que falar. É bom abrir espaço pra perceber. Ficar atenta a vida, de modo geral, é um exercício diário que recomendo pra todo mundo. Nesse embalo, a gente vai deixando algumas coisas de lado... Adoro compartilhar experiências com você, mas não vou prometer mais frequência. É feio prometer isso novamente e não executar. Vou apenas seguir o conselho que recebi ontem do Bobagens Imperdíveis, newsletter da Aline Valek, "não conte, mostre!".

Na maior parte dos casos, demoro para vir no blog porque quero fazer algo com qualidade. E também a vida corrida - essa que fica presa nas obrigações do dia, no transporte público, na comida congelada, nas horas nas redes sociais - tira tanta energia de mim que quando tenho o mínimo de tempo, vou ler, dormir ou dar atenção para alguém que amo. Daí, demoro um tanto para fazer algo que realmente gosto, algo que eu pense "nossa! isso ficou bom, vou compartilhar com as meninas".

Outro dilema é querer fazer tudo ao mesmo tempo e não fazer porra nenhuma nada. Sou perfeccionista? Sim. Rola uma preguiça? Às vezes. Fico frustrada? Também. Mas ok. Vamos, ocasionalmente, praticar o exercício diário de lembrar que somos seres humanos e não máquinas. Como canta Santana, se avexe não

Voltando a Dica de Leitura, lembrei o quanto está atrasada. Então, mesmo não sabendo a ordem das minhas leituras, começarei por dois livros que me permitiram aprender uma conduta importante pra essa fase da vida: como serenar. 


Essencialismo: A Disciplinada Busca Por Menos, de Greg McKeown

Na última década, a humanidade se deparou com uma explosão de escolhas. Mais do que isso, há um excesso de informação e de opiniões. Uma pessoa “essencialista”, explica McKeown, é aquele que vê claramente a diferença entre o indispensável e o desnecessário.

Na prática, são pessoas que sabem dizer “não” a tarefas irrelevantes, investindo toda a sua energia apenas no que é essencial. O resultado? Seu desempenho vai às alturas. No começo, admito, decidir por algumas escolhas, abrir mão de outras, é bem difícil. Mas com a prática o bom senso vai ficando mais claro.

O livro Essencialismo: A Disciplinada Busca Por Menos, possui uma linguagem simples e fluída. Mostra estratégias de gestão de tempo e técnicas de produtividade. Faz você revisar toda a sua vida e ensina a reduzir, simplificar e manter o foco nos seus objetivos. 


10% mais feliz, de Dan Harris 

Comecei a me interessar por meditação depois de ter lido Comer, Reza, Amar, de Elizabeth Gilbert - vou fazer uma resenha mais detalhada depois rsrs. Foi quando, nas minhas pesquisas sobre o assunto, encontrei 10% mais feliz, de Dan Harris, um dos melhores livros para pessoas que não sabem nada sobre meditação e, assim como eu, são bastante céticas sobre o assunto. 

No livro, ele apresenta, de forma inteligente e engraçada, maneiras de minimizar ansiedade, medo, frustração, raiva e tantos outros sentimentos angustiantes com a meditação.  O próprio Dan não acreditava que era capaz de conseguir silenciar sua mente e fugindo de clichês e de toda crença espiritual, ele divide conosco suas dúvidas, desconfianças e descobertas. É um excelente livro para quem tem vontade, porém acha que nunca vai conseguir meditar. 



E você, tem alguma leitura legal pra compartilhar? É ótimo dividir e debater pensamentos junto. Para isso que o blog existe, sabe? Para que eu do lado de cá, conheça você, do lado daí e vice-versa. Topa responder nos comentários com dicas de livros?

beijo,
até mais. 

Almond Hand and Nail Cream | Beleza


Sendo bem sincerona, nunca tive cuidado com pés, mãos, unhas & cia. Até que elas (as unhas) começaram a descamar de modo surreal e quebrar constantemente em pontos que não tem como corta/lixar - caso eu tentasse arrancar viriam, junto com a unha, carne, sangue, alma, fígado e coração. Também percebi um ressecamento excessivo nas mãos.

Se antes eu não fazia questão, há pouco comecei a pensar no assunto. Acetona e esmaltes em excesso ferram muito as unhas. As minhas ficaram quebradiças, sem brilho e com manchas brancas na superfície. Claro que também rola uma falta de proteínas... A bonita aqui, não está se alimentando direito. Vou organizar isso. 

Já as mãos, por ter a pele fina e com pouca quantidade de glândulas sebáceas, sofrem com qualquer alteração brusca de temperatura. E só pra lembrar, não tem cirurgia plástica que dê jeito. É essencial investir no recurso hidratação.  

Daí comecei a usar Almond Hand & Nail Cream e vim compartilhar a experiência com você, óbvio. \o/


_PROPRIEDADES

O Almond Hand & Nail Cream é um creme para mãos e unhas de uso diário. Certo, nenhuma novidade até aqui. Ele contém óleo de amêndoa doce que, além de possuir propriedades vermífuga - interrompe o crescimento de bactérias, fungos e combate infecções na pele -, íntegra vitaminas E, B, A, ácido fólico e arginina, um aminoácido prescrito para o relaxamento dos vasos e o equilíbrio da pressão arterial. Também apresenta propriedade umectante e emoliente que ajuda na retenção de água na pele, mantendo ela hidratada.

Pantenol, também chamado de pró vitamina B5, quando aplicado na pele, e absorvido, é transformado em ácido pantotênico - precisamente num líquido viscoso e higroscópico -, ou seja, absorve água. Esse ácido estimula o crescimento e a renovação celular, auxilia na cicatrização de feridas além de, como já foi dito, manter a pele hidratada

_MARCA

The Body Shop é uma empresa que trabalha de acordo com o Comércio Justo. O seu lema é “Enrich not Exploit” (Enriquecer, não Explorar), enriquecer as comunidades, enriquecer os produtos e enriquecer o planeta. Ele oferece as 528 mulheres da Associação um salário e condições de trabalho justo e também paga um prêmio para quem investe em projetos comunitários. Assim, a empresa assume um compromisso sustentável. Promove benefícios para a comunidade ao apoiar as agricultoras locais nos mais diversos países do mundo.


_EMBALAGEM 

Observar minuciosamente um produto faz você reparar em coisas que, talvez, você repararia e esqueceria de imediato. Nada que saltem aos olhos, mas não gostei da embalagem. Não pela questão estética, pois ela tem um estilo bem... como eu poderia dizer? Sofisticado? É bonita. Um pouco extravagante demais para mim. Entretanto, não gostei do material da embalagem.

Não dá para carregar tranquilamente na bolsa sem amassar. Por ser um produto que você deve usar ao menos duas vezes no dia, uma característica importante deveria ser a facilidade de transportar para todos os cantos dentro de uma bolsa bagunçada (como a minha). Se você é organizadinha. Esquece essa informação. 

Outra coisa sobre a embalagem é o controle do despejo do produto. Você que controla. Ainda assim, sai mais do que deveria. 

_APLICAÇÃO

Muito fácil de aplicar. Apesar de, como já disse, sempre sair um pouco a mais de produto, a absorção é rápida. A mão não fica gosmenta o que, para mim, é bastante confortável. Normalmente também ponho uma pequena quantidade em torno das unhas, nas cutículas, massageando. Não possui cheiro forte, e a gente só sente o perfume de forma mais evidente se colocarmos as mãos bem próximas do rosto.

_EFICIÊNCIA

Bem, como nunca fui de usar cremes específicos para as mãos, vou falar de acordo com a minha experiência de usar cremes hidratantes para o corpo. É milagroso! hahaha

Uso uma vez no dia, antes de ir para o trabalho, e sinto a diferença de quando, por exemplo, não coloco. Minhas mãos ficam visivelmente mais hidratadas e as unhas... bem, as unhas vão chegar lá. Ainda falta alguns nutrientes no meu organismo. ;) 

Vamos combinar. O "milagre" precisa ser mesclado com alimentação adequada para ter um efeito melhor. Mas sim, o Almond Hand and Nail Cream hidrata bem. Ó, Muito bem!


_DURABILIDADE 

Não posso falar sobre durabilidade com tanta propriedade, pois estou usando esse creme há pouco tempo. Já sabemos que sai produto demais na hora da aplicação. Ou seja, talvez o produto acabe rápido. Mas em compensação, uso apenas uma vez por dia, mesmo depois de lavar as mãos algumas vezes, ainda sinto minha pele hidratada

Posteriormente, quando o produto acabar, posso falar mais sobre a durabilidade dele. Por enquanto, é apenas isso que tenho pra informar. 

_PREÇO


Chegamos na parte mais sensível da resenha. Para muitas, o valor é alto, para outras o custo beneficio vale a pena. Confesso que só comprei porque, primeiro: eu esteva desesperadamente precisando, segundo: foi na base da promoção, 50% de desconto. 

Comprei o tubo maior, 100ml. No qual, o valor da unidade, sem desconto, custa R$46,00 dilmas. Mas eles também vendem o creme num tamanho menor, 30ml. 

Uma sugestão, bem íntima, é passar o Almond Hand and Nail Cream, antes de ir dormir, nos cotovelos e joelhos, caso eles sejam muito ressecados. 


Você tem experiência com esse produto? Tem algum outro para me indicar? 



fotos feitas por mim com um iPod

Haus Lajetop & Beergarden

O primeiro lugar da minha lista "lugares para conhecer" é a Alemanha. Claro, por causa de grana, oportunidades e N fatores, vou conhecendo outros cantos antes. Ainda assim, a Alemanha é meu top number one. Cheguei a estudar a língua, mas no decorrer do curso tive que parar para priorizar o inglês (Puf!). Então, assumindo meu amor, qualquer coisa que seja relacionado a esse país encanta meu coração, mesmo que seja apenas uma palavra. 

Como de costume, para aliviar o stress do período de provas, saímos para comer. Minha amiga Natália, garota esperta que usa a palavra socorro para expressar emoções, sugeriu irmos para o Haus. 

Haus é casa em Alemão. 

Dito isto, já fui para o local com bastante vontade de gostar.